Terca-feira, 30 de setembro de 2003

Pronto, voltei da viagem à Bélgica para a minha vidinha francoforteana de sem-teto. Ao contrário do que prometia o início da viagem, tudo correu muito bem. A Bélgica é um país lindo. Fomos para a Antuérpia, onde nao compramos nenhum diamante, depois para Bruges, entao para Bruxelas e, para terminar, demos uma passada em Maastricht, na Holanda.
Para viajar alugamos um Volkswagen Lupo - um carrinho menor que um Gol - mas andamos como se fosse um BMW. As Autobahne sao realmente boas. Para falar a verdade, sao como as estradas paulistas, com a diferenca de que nao é necessário pagar pedágio e a velocidade na faixa esquerda de alguns trechos é ilimitada.
A verdadeira razao para irmos para a Bélgica era que a Harumi, irma da Sue, tem um namorado na Antuérpia. Assim, tivemos de lambuja um guia. Quando eu tiver mais tempo livre eu escrevo mais sobre ele e sua família (e essa é uma longa e boa história, digna de filmes alemaes depressivos).
Antuérpia e Bruges sao cidades bastante antigas, que tiveram um papel central no comércio da baixa idade média (sim, voces se lembram das histórias sobre as Ligas Hanseáticas e tudo mais). Nas pracas principais encontram-se prédios de "sindicatos" de diversas profissoes, e é possível saber de qual cada um é por detalhes em sua fachada. Bruges é a mais bonitinha de todas, por ser cortada por canais arborizados e ter vielas medievais muito bem cuidadas.
Já Bruxelas é uma cidade que prosperou durante o domínio espanhol. Sua arquitetura é mais gótica, cheia de agulhas e vitrais verticais. Ao contrário das duas anteriores, sua populacao é majoritariamente francófona. Pode ser preconceito meu, mas a populacao de bruxelas me pareceu muito afetada pelo chic frances. Definitivamente seus narizes apresentavam uma angulacao mais obtusa.
Finalmente, passamos por acaso por Maastricht, ou Merstreecht, ou Mastricht, ou aquilo que quiserem. A pausa foi mais para poder dizer que conhecemos a Holanda, pois nao passamos mais de quatro horas lá. Já era meio tarde e pouco pudemos conhecer.
Se eu fosse resumir o que mais gostei dessa viagem, posso dizer em primeiro lugar a cerveja. Elas sao muito variadas, podendo chegar até a 13% de álcool (como um vinho bem encorpado). Provei umas sete diferentes, pelo menos duas das quais produzida por monges em monastérios belgas. Um privilégio, tenho que assumir.
Como já disse, estou um pouco apressado (preciso procurar apartamentos). Quando tiver oportunidade, escrevo mais sobre a viagem. Ah, mais uma informacao. Amanha de manha estarei a caminho de Munique. Os brasileiros vao aproveitar a verdadeira Oktoberfest. Pretendo tomar só alguns copinhos, porque nao estou podendo com o dinheiro...