Sexta, 26 de julho de 2003
Pois bem. Depois de uma semana aprendendo na marra como mexer com html e Front Page, terminei de fazer o meu site. o resultado? Bom, cá entre nós, para a primeira vez eu até que dei uma caprichada, né?
Bom, como eu não tenho nada muito relevante para dizer no momento (estou com sono e realmente não gosto daquelas mensagens que dizem "hoje eu fui ao shopping, encontrei com fulano e fulana, a gente conversou sobre os tempos da escola, comprei uma caneta fluorescente e tomei um McShake", prefiro não postar nada...)
Só para não ficar vazia a página, vou deixar aqui embaixo o último e-mail que escrevi para o Jornaleca2002 (e-groups da classe na ECA).
Ah, pretendo colocar mais textos... no momento, essa parte do site está bem pobrezinha. Mas... come on, vai ter muito tempo para escrever coisas interessantes. Por enquanto, o que há de interessante por aqui são as fotos. Dêem uma olhada. Vale a pena!
MEU SITE
Uma homenagem a minha excelência
Povo, povo, povo. Massas do CJE. Eu vos chego para informar que, em breve, mas muito breve mesmo, estará disponível na internet o Portal do Horta. Sei que uma horta merece, na verdade, é uma portinhola, e que portal, mesmo, quem tem é latifúndio. Não faz mal. Sou egocêntrico e megalomaníaco e, como me amo demais, julguei o supermegaportal quase suficiente para mim (quase, porque suficiente só mesmo o Arco do Triunfo). Como sou pretensioso, seu nome é OLHO VIVO. Nele tem uma galinha de olhos esbugalhados, para fazer companhia aos meus pepinos e outras hortaliças fálicas. Lá haverá muitas fotos (e muitas minhas, pois sou metido mesmo), links para jornais os mais diversos, diário frankfurteano, entre inúuuuumeras outras coisas. Como vocês podem ver, sou ótimo, mesmo. Só rico que não sou - afinal, rica é a Nat.
CAMPOS DO JORDÃO
Voltando mais pobre e mais sujo
Gostaria de dizer que, depois de quatro dias sem tomar banho (não faz mal, estava frio mesmo e nem suei...), meus cabelos estão mais sedosos do que nunca. Foi muito gratificante a experiência de ficar numa casa sem água. Além de a minha pele não ter ressecado apesar do frio, senti-me feliz por ter a certeza de ter contribuído com a natureza, evitando o desperdício da água (o que, sem dúvida, deixa a Lica mais feliz ainda do que a mim).
Não posso dizer que tudo tenha sido felicidade. Assim como todos os que foram, fiquei enormemente decepcionado ao descobrir o que a Denise faz para conseguir sexo casual. Não vou entrar muito no assunto, pois, além de isso muito me desgostar, o assunto já foi extensivamente discutido. Só não posso deixar de manifestar a minha indignação com a tentativa de nossa lasciva colega enganar seus colegas, alegando ter escutado a frase errada. ?Eu nunca paguei promessa...? Como alguém pode supor que tal invenção possa convencer nobres pessoas como nós mesmos? Tenho que admitir que fiquei curioso em saber onde nossa colega alicia pobres garotos, oferecendo o vil metal em troca de suas purezas... mas essa verdade pode ser forte demais para mim. Meninos da classe, abram os olhos e contenham a ganância. A carne pode até ser forte, mas o bolso... ah, caros amigos, aí que está... o bolso!!!
(conversa interna: ah, Rodolfo, e é com esse último relato que começo a entender o porquê do voto de pobreza... ah, essa viagem em muito me ajudou a entender os mistérios da religião)
Tudo o que se tem dito contra a Denise, embora absolutamente de direito, não pode encobrir fatos dos mais vergonhosos que ocorreram na agradável casa de campo napoleônica. Nossa classe mostrou-se um verdadeiro viveiro de ladrões. CLASSE, abra os olhos, ponha-se de vigília, pois a qualquer momento seus próximos podem pôr-se à rapinagem. Certos elementos entre nós não têm o pudor nem mesmo de roubar o que há de mais abundante em nosso planeta, aquilo que deveria ser de todos, mas que, possuídos pela maldade e pelo ódio ao irmão, fazem questão de tomar somente para si: a água. Ponham-se de guarda de seus registros. A qualquer momento um Iberê ou qualquer outro ignóbil ser pode privá-la da pureza do precioso líquido. Afinal, lembrem-se: água é vida.
Ah. Idéia 1: deveria ser distribuído no portal de Campos, a cada carro que passasse, um manual ilustrado: ?como se relacionar com garçons?. Em contra partida, deveria ser obrigatória a distribuição de doses cavalares de gincobiloba para garçons - só para lembrar o que eles mesmos dizem.
Ah. Idéia 2: deveria haver um tour pelos mais diversos banheiros do centro de Campos. Pelo interesse que nossa turma teve pelos sanitários jordanenses, isso poderia trazer muitos lucros para a cidade, de forma que lhe sobrasse dinheiro para a construção de estacionamentos subterrâneos (com passagens secretas para os banheiros, naturalmente).
Ah. Idéia 3: para deixar o tour mais lucrativo, por-se-iam nos assentos dos sanitários paninhos escrito VIVO, BCP e TIM, como os dos ecostos de cadeira de restaurante. Eles até poderiam servir de alternativa no caso de acabar o papel-higiênico, o que não raro acontece quando tamanha é a visitação.
O CASO DA BARATA DE OURO
Horta abre a boca procurando alimentar discussões
Bom, sei que não vou fazer parte do JC... mas essa história de JC irreverente está me dando tanta água na boca que decidi que tenho que dar meu parecer na questão da barata. Pelo que li nas mensagens, é quase unanimidade que a matéria da barata tem que ser mais ampla. Os restaurantes e lanchonetes da USP são porcos e ponto. Embora o Sweden seja o ?grande vilão da universidade pública? mostrado pelo Nelson, nosso budista semiótico, ele não é o único. Sejamos irreverentes, e não irresponsáveis. O caso da barata não precisa reduzir-se a retranca ou box; talvez possa ficar até no lead (aliás, lead criativo, por favor), mas tem que mostrar que ele é apenas mais um caso. Lembremo-nos da história do Mathé e a azeitona de seis patas no bife à argentina do bandejão, das dores de barriga pós sanduíches naturais fermentados da D.Ermínia, do agora citado caso do restaurante da Bio... Caso contrário, ao invés de discutir a situação dos nossos restaurantes para que eles venham a melhorar, vamos apenas atacar o Sweden, como se ele fosse um caso isolado.
Eu temo um pouco o viés que a matéria possa ter. Espero que ela não seja feita mais por antipatia aos ternos dos feanos do que pela vontade de preservação da higiene no campus, o que me pareceu mostrar o e-mail do Rafael (desculpe-me se eu tiver entendido errado, Rafa). E se a questão for o cercarmento do espaço público para fins lucrativos, com direito a grade de ferro e comanda, que isso fique claro. Afinal, isso é JC irreverente - sem rabo preso, que diz o que tem que ser dito -, e não JC malandrinho - que abusa de um evento isolado para atacar a imagem, ao invés de discutir as ?raízes? de um problema.
Ai, meu Deus, esse jornal está me parecendo é muito gostoso, viu? Não me façam arrepender de ir embora! Ai, meu Deus, o que estou fazendo? Trocando a classe ?JC irreverente para um mundo diferente? pela dos ?desculpe, mas a gente é auto-suficiente?? Ai, ai, ai... vai ter que ter muito joelho de porco com cerveja nessa tal de Alemanha para valer a pena!